• Jardim das Borboletas

O brincar como a linguagem principal da criança

Atualizado: Fev 27

Considerando a criança como um ser lúdico por natureza, a primeira oficina da 4ª Edição do Curso de Formação sobre o Brincar na Infância abordou, por meio de atividades lúdicas, o brincar dentro da prática educacional como fator que propicia o desenvolvimento integral da criança de forma sadia. A oficina foi realizada pelo Museu dos Brinquedos no dia 7 de agosto, no Museu Brasileiro do Futebol, situado no estádio Mineirão, e seu tema foi: “Vivências Lúdicas: O despertar do ser brincante”.

A atividade foi ministrada por Rodrigo Libanio Christo, que é defensor da infância e educador há mais de quarenta anos, além de idealizador do projeto “Voluntários Brincantes”. Através do seu trabalho de contação de histórias com figuras de barbante e outros brinquedos cantarolantes, Rodrigo Libanio encantou a todos e não somente manteve viva a tradição de músicas e brincadeiras populares, como também incentivou os educadores a estimularem seus alunos à construção de seus próprios brinquedos a partir do uso de elementos simples – duplo reforço à criatividade e à consciência sobre sustentabilidade.

Para Christiane Carvalho, terapeuta ocupacional e gerente do Projeto Creche Casulo, da Ação Social Caravana de Luz (ASCL) – Jardim das Borboletas, a oficina foi um momento muito proveitoso, que possibilitou a troca de experiências. “O lúdico faz parte da essência humana. Na criança, manifesta-se no brincar de forma intensa. O brincar não deve se confundido com o uso ocioso do tempo, e sim entendido como coisa muito séria e importante para o desenvolvimento infantil. Na Creche Casulo, o brincar tem um papel primordial, em especial no contexto do projeto Casulo Brincante, por meio do qual a criança adquire, nas mais diversas brincadeiras, experiências sobre texturas, ritmos, sensações, papéis, regras e aprendizados”, afirma.

Da direita para a esquerda: o educador e contador de histórias, Rodrigo Libanio, do projeto Voluntários Brincantes; a terapeuta ocupacional e gerente do Projeto Creche Casulo, Christiane Carvalho, da ASCL – Jardim das Borboletas; o cantor e compositor Eugênio Britto; e o ator e escritor Pierre André.

No primeiro dia do evento, os participantes puderam ter contato com outros especialistas da área, como o ator e escritor Pierre André - uma das referências no ensino de contar histórias e integrante da Academia Brasileira de Contadores de História em Belo Horizonte - e o escritor, músico, cantor e compositor Eugênio Britto, autor do show “Gramática e Poesia”.


Ao final do dia, os presentes puderam ainda prestigiar a exposição “Tempo Será – histórias e memórias do brincar”, que conta histórias e une gerações por meio da exposição de 150 brinquedos de diferentes épocas e culturas.

Outras atividades


No dia 8 de agosto, aconteceu a segunda oficina: “O brincar como linguagem principal da criança”. A atividade foi ministrada por Fernanda Clímaco - pedagoga, mestra em Educação, Gestão Social e Desenvolvimento Local pela UNA, especialista em construtivismo e educação e diretora da Escola de Professores da Infância (EPI) -, que promoveu um diálogo sobre os benefícios do brincar e o papel da família e dos educadores nesse processo.


A pedagoga esclareceu que, por meio do brincar, a criança vivencia situações cotidianas, experimenta papéis e regras e incorpora informações, bem como é apresentada a situações reais da vida. Em razão disso, o educador deve exercer o papel de mediador, buscando construir uma relação de respeito e de valor educativo das experiências lúdicas vivenciadas.

No dia 12 de agosto, a escritora e ativista da inclusão Mariana Rosa abordou, na terceira oficina (“O pensar e o agir pela diversidade e por uma sociedade inclusiva”), a política de educação inclusiva no país e o brincar na perspectiva inclusiva.


No entendimento da escritora, o Brasil precisa enfrentar o desafio de promover as condições reais para o ensino, a aprendizagem e a educação de todos os alunos. A educação de qualidade passa pela organização do sistema público de ensino, dos espaços escolares, da gestão da escola e da sala de aula. De acordo com Mariana, a escola cumprirá seu papel de agência de formação quando for capaz de educar todos os alunos e não apenas parte deles.


Nesta perspectiva, é necessário aos educadores se desenvolverem para realizarem o brincar inclusivo, com respeito às particularidades apresentadas por cada aluno incluso na classe e por meio de planejamento e execução das mais diversas atividades lúdicas inclusivas, que fomentem a integração e o aprendizado desses alunos.


No dia 13 de agosto, foi realizada a quarta e última oficina: “A criança e a cidade: pela transformação do espaço urbano”. A atividade, ministrada pela jornalista e ativista da infância Desirée Ruas, promoveu uma reflexão sobre a cidade e o brincar, bem como sobre as possibilidades de transformação do espaço público em território educativo para as crianças.


O Curso de Formação, portanto, foi uma excelente oportunidade de compartilhamento, entre os participantes, de importantes informações sobre as formas possíveis de assegurar à criança, de acordo com suas necessidades, um desenvolvimento saudável, inclusive por meio do brincar.



Créditos das fotos: equipe de Divulgação e Marketing da ASCL - Jardim das Borboletas. COPYRIGHT 2019. Todos os direitos reservados a Ação Social Caravana de Luz (ASCL) - Jardim das Borboletas.




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